O Porão do Gandalf

31 dezembro 2002

Algo me impele a colocar uma mensagem de ano novo aqui. Não gosto muito de fazer isso, mas, de certa forma, eu me sinto mais inclinado a fazê-lo. Sei lá, eu sinto que eu estou amolecendo, minhas convicções de quando eu era um metaleiro from hell vem desaparecendo com o passar dos anos e eu me sinto mais complacente.

O ano de 2002 foi interessante em certos aspectos, minha vida mudou muito, junto com a minha maneira de encarar as pessoas. Disseram que eu fiquei melhor assim e estou começando a acreditar nisso. Problemas sempre acontecem e eles servem para ser superados. Uma vez superados, ficamos mais fortes e mais maduros. Desta forma, nós avançamos e evoluimos como pessoas, claro, que nem todas encaram assim. Existem pessoas que encaram problemas como castigo e acabam se revoltando, talvez elas não entendam que é através dos sofrimentos que as pessoas tornam-se mais fortes. Eu creio nisso.

Então, desejos a vocês um bom ano novo. Digo bom, não perfeito, lembrem-se problemas sempre virão, não acredite que o ano que vem será melhor, porque não será. Nunca vai ser. Tentem, então, tomar proveito desta situação para tornar-se pessoas melhores e mais fortes.

2003 está vindo, o tempo é implacavél.

* * *

Atualização

Acho que nem estou tão complacente assim.

30 dezembro 2002

Os deputados corruptos, os bombadinhos com seus pittbulls, as peruas com celular dirigindo e os apresentadores de programas para emergentes são, também, piores que as patricinhas.

Só não os citei no post para dar um efeito dramático.

Ontem eu não aguentei.
Eu tive que cuspir na placa da "calçada da fama" do Pier 21.

Cuspi em cima da mão da Sandy.
Sem dó, sem misericórdia.

Sim, quase esqueço.
Eu deveria falar sobre o fato de eu conseguir não cuspir no chão do pier 21.

Acho que a maioria dos habitantes de Brasília conhece aquele antro e sabe que ele é infestado de uma das piores raças de seres humanos, perdendo apenas para assassinos estupradores de crianças: as patricinhas. Se tem alguma lendo isso agora, feche esse blog e não volte.

Um ano atrás, quando eu era um metaleiro from hell 666, eu fui ao cinema no pier para ver um filme, não lembro qual era, só sei que não conseguimos ver o que nós queriamos e vimos Evolução. Filme bizarro e ruim. Nós entramos por uma passagem de pedestres subterrânea que desemboca dentro do shopping, eu duvido que aquilo foi usado alguma vez antes disso. Cheirava a tinta e não tinha pixação alguma. Quando nós entramos no shopping, as patis olhavam para nós e, se prestassemos mais atenção, conseguiriamos ler os lábios delas, algo como "o que esse povo quer aqui?". Nós três sentiamo-nos como as tartarugas ninjas saindo do esgoto em uma loja de dondocas.

Eu estava esperando os meus amigos sairem do banheiro, quando uma moça olhou para mim e fez uma cara de desprezo tão grande que eu me senti ofendido. Nesse momento eu cuspi no chão olhando para ela, na hora ela virou a cara e foi embora. Desde então, eu vivo com vontade de cuspir no chão quando eu vejo uma pati no pier 21. Porém, hoje eu sou mais civilizado e não faço mais essas coisas. Em vez de cuspir no chão eu viro a cara e penso na quantidade de crânios sem cérebro no recinto, e é nessa hora que eu me sinto superior.

Me sentindo superior. É dessa maneira que eu consigo não cuspir no chão quando vejo uma patricinha.

29 dezembro 2002

Da famosa série:
A Frase Mais Engraçada do Mês

"Continuam aquelas insinuações homossexuais entre os duendes de pés-peludos, mas já me falaram que no terceiro eles finalmente queimarão o Anel."
(Mac - Everyday I Have the Blues)

* * *

Tá, essa série não é famosa. Na verdade, ela nunca existiu, mas é isso aí, o que vale é a intenção.

28 dezembro 2002

"Quando não se tem nada para escrever, descreva algo e discorra sobre isso."
(Como escrever besteira - Samuel Vieira)

Pois é, seguindo essa linha de pensamento, eu resolvi falar sobre a minha ida ao cinema ontem para ver As Duas Torres. Boatos se espalhavam e eu ouvi dizer que ia ser difícil de arranjar ingresso no dia, principalmente no pier 21 por causa das salas do Cinemark. Entretanto, eu sou um homem ousado, não tenho medo do perigo, então eu fui. Sim, fui com a cara e a coragem, no que eu chamei de A Demanda do Ingresso.

Eu esperava longas filas, gente mal educada, patricinhas em seus saltos, mauricinhos e seus óculos, gente vestida riculamente devido a ocasião. Mas nada disso aconteceu, tirando as patricinhas e os mauricinhos, naquele lugar é impossível disto não existir. A fila estava absurdamente pequena, eu enfrentei fila maior para ver Reino de Fogo, no meio da fila meu amigo toca-me o ombro e diz:

-- Carai, esgotou o 12 (o que a gente ia entrar)!
-- Mentira. -- Nós dois olhávamos para a tela como cachorros olham para comida. Esperávamos avidamente pela repetição da notícia. Nunca demorou tanto, claro, estou sendo dramático. Não tinha encerrado não, meu amigo enxergou mal, ou então, estava sobre efeito de drogas pesadas (acho que não). Aliviados nós prosseguimos. Embora nossa sala não estivesse lotada, outros horários mais tarde já haviam encerrado a venda e eu pensei como era bizarro isso, as salas estão esgotando de trás para frente. Era algum tipo de contagem regressiva para o filme, fez a ansiedade aumentar. Nessa hora tivemos uma pequena preocupação pela possível falta de ingresso, mas isto não ocorreu.

O filme foi visto, vocês sabem disto, afinal já resenhei ele. O que vocês não sabem (exceto a Sabrina) é que no meio da batalha no Abismo de Helm, eu tive uma vontade imensa de ir ao banheiro. Foi horrível, eu aguentei até o meio, quando mudaram para os ents, eu saí correndo escada a baixo. Nunca fiz as minhas necessidades tão rápido na vida, peguei o finalzinho da cena dos ents ainda.

O filme acabou e logo quando saí fui comprar Excalibur, que é a continuação d'O Inimigo de Deus. Depois eu fiquei um tempo mofando com o meu nobre colega até a hora de ir.

Assim termina a Demanda do Ingresso.
Foi bem sucedida, consegui ver o filme.

E consegui não cuspir no chão, depois eu explico isto direito.


Esse jogo é legal.

27 dezembro 2002

Eu vi. Gostei, mas nem tanto

Aposto que vocês estavam doidinhos esperando as minhas considerações sobre o As Duas Torres. Claro, eu posso estar errado, vocês podem muito bem estar pensando: "Ah não, lá vem o pseudo-intelectual com mania de crítico de cinema". Pois é, gostando ou não, a minha opinião vem a seguir.

Não é muito difícil de perceber que eu sou fã da obra do Tolkien. Até o endereço desse blog tem influência tolkieniana, o "Eruesso" significa Samuel em quenya (lingua élfica criada por Tolkien). Como tal, tendo a combater ferrenhamente as adaptações do caro Peter Jackson. Sim, eu sou um "purista".

As Duas Torres tem cenas monumentais que tiram o seu fôlego e te deixa pensando em como eles conseguiram fazer aquilo. Não são poucas as vezes que isso acontece, bem mais que na Sociedade do Anel. Outro ponto forte são as locações, chega a perfeição. Se no roteiro Peter deixa a desejar, no cenário e locações ele acertou em cheio. Edoras é exatamente como eu pensava, assim como as planícies de Rohan. Cada dia mais eu creio que a Terra Média fica mesmo na Nova Zelândia.

Os efeitos especiais são espetaculares. O exército de 10.000 Uruk-hai construído em computação gráfica não me deixa mentir. O Gollum é um caso a parte no filme, é impressionante o realismo daquilo. A interpretação é ótima, mostrando os conflitos mentais da pobre criatura. Consegue-se ficar com raiva, com pena e ainda achar graça dele, é impressionante como uma animação consegue interagir tanto com o público e os personagens.

Agora, como não podia deixar de ressaltar, os pontos fracos. Nem são tão fracos assim, tanto que os pontos fortes os consegue cobrir. Primeiro, a Edição. Quem leu o segundo livro sabe. Começa com o Merry e o Pippin, termina a parte deles e começa a do Aragorn, do Gimli e do Legolas. Depois de terminada essa parte, começa a parte do Frodo e o Sam indo para Mordor. É óbvio que eles iriam intercalar todas essas partes, ia ficar meio estranho o filme recomeçar depois da batalha no Abismo de Helm. Porém, a intercalação ficou muito mal feita. A dinâmica que supostamente iria ser acrescentada, foi trocada por uma ocorrência sucessiva de paradas de ritmo no filme. Sabe quando o filme está "bombando" e pára de repente? Pois é, acontece isso direto.

As adaptações inúteis continuam lá, algumas são bem feitas, todas estão ligadas a história original, menos os elfos no Abismo de Helm e a mudança de índole do Faramir. O Peter Jackson cria uma nova aliança entre homens e elfos, estuprando a obra de Tolkien, mas tudo bem, o público geral não conhece, a gente perdoa. Até porque a cena da batalha acaba durando mais de meia hora, no meio dela, você não faz a mínima questão de lembrar destes detalhes. O Faramir é mais grosso que o Boromir e quer o Anel, igualzinho ao irmão. Ele está muito diferente do livro, onde ele sabe de que o Anel é capaz e o que aconteceria se ele não fosse destruído. Nesse filme, poucas das mudanças que foram feitas eram realmente necessárias. Porém, é necessário que o filme fique claro para aqueles que não leram o livro, isto alivia os meus intintos ferrenhos como "purista".

Eu não consegui sentir o que eu achava do filme, "é bom e é ruim", foi o que eu disse ao meu amigo que me acompanhava. Algumas cenas são tão grandes e tão magníficas que elas acabam apagando os pontos baixos do filme. Porém, o mesmo filme que tem olifantes e ents, tem também piadas infames do Gimli e um Faramir "malvadão".

É um bom filme, não nego, mas todo fã de Tolkien sente que poderia ser melhor.

26 dezembro 2002

Indo para a escola

Pedrinho sai de casa e, com a mochila nas costas, vai para a escola. No caminho ele encontra Carlinhos, um colega de classe, chato, não consegue fechar a boca nem por um instante.

-- E aí Pedro? -- Carlinhos olha para o céu, esperando uma resposta.
-- Hmm -- foi o que Pedro disse, Calinhos não entende, ninguém entenderia, foi apenas um ruído. Pedro era mal humorado demais para formular uma frase a essa hora da manhã.
-- Erh -- Carlinhos olha para o céu -- Parece que vai chover, e vai chover muito mesmo.
-- Urrum...
-- Gostou da festa do Fernando? -- seus olhos brilharam com a lembrança -- O bolo estava muito bom.
-- Não fui -- respondeu secamente.
-- A Lucia tava dando em cima de mim. -- ele agora sorri -- Quando eu chegar na escola eu vou conversar com ela. Será que eu consigo alguma coisa?
-- Vai saber. -- Pedro era o desinteresse em pessoa.
-- Hmm -- Carlinhos percebe a indiferença do colega e diz -- O que há com você hoje? Está com algum problema? Posso ajudar?
-- Erh -- ele pensa em dar um soco no infeliz, mas desiste. Pensa em falar que o único problema que ele tinha era a presença initerrupta daquela voz estridente. -- Não Carlinhos, problema nenhum. -- Olhou para frente, o sinal estava fechado. Os carros passavam rápido e o colégio estava logo do outro lado. Nesse momento, à beira da calçada, Pedrinho diz -- Adeus Carlinhos.
-- O Quê? -- horrorizado, Carlinhos vira o rosto. Um carro atinge Pedro e o arremessa 4 metros para a frente. Pingos de sangue estão em seu uniforme branco. Carlinhos junta toda sua coragem e olha para rua, na direção do corpo disforme de Pedro.

Ajoelhado, Carlos olha para o chão. Não chora, só olha fixamente para um ponto e pensa se o Pedro se jogara na rua por sua causa. Nesse exato instante, perdido em pensamentos, Carlinhos sente um frio na espinha e ouve uma voz baixa em seu ouvido:

-- Foi sua culpa. -- É a voz do Pedro. Agora Carlos chora de medo. -- Foi sua culpa desgraçado, não aguentei a sua presença -- Carlos grita, mas continua ouvindo a voz em sua cabeça -- vou te atormentar pelo resto de sua vida miserável, seu cretino!

Carlinhos agora corre, aos prantos, amaldiçoado e sem direção.

Frases memoráveis

"No fim do jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa."

Catapulte o Papai Noel você também!
É divertido.


Eu quero essa também.

25 dezembro 2002

Hahahaha!!!

-- "O que faz você (Derfel) e Ceinwyn felizes?
-- Amizade.
-- Só isso? -- disse Artur franzindo a testa.
-- Ainda sinto uma pontada toda vez que olho pra ela -- admiti
-- É isso não é? -- disse ele entusiasmado. -- Uma pontada! Uma aceleração no coração.
-- Amor -- falei secamente.
-- Temos sorte, nós dois. -- Ele sorriu. -- É amizade, é amor, e ainda é algo mais. É o que os irlandeses chamam de
anmchara, uma alma amiga. Com quem mais você quer conversar até o fim do dia? Adoro as tardes em que podemos simplesmente ficar sentados conversando enquanto o sol baixa e as mariposas vêm para as velas.
-- E nós conversamos sobre filhos -- falei e desejei não ter falado -- e das brigas dos serviçais, e se a escrava zarolha que trabalha na cozinha está grávida de novo, e imaginamos quem quebrou a alça do pote, e se o teto de palha precisa de conserto ou se vai durar mais um ano, e tentamos decidir o que fazer com o cão velho que não consegue mais andar, e que desculpa Cadell vai inventar para não pagar o aluguel de novo, e se devemos passar folhas de tasneira nos úberes das vacas para melhorar a produção. É disso que falamos."

(O Inimigo de Deus - Bernard Cornwell)



Eu quero!!!

Olha o que a Sabrina fez para mim:



Beijos Sá.

Resident Evil é um filme chuta-bundas!

Eu vou ter que usar um anglicismo para explicar a frase acima. É um baita d'um kick ass movie. Me lembrou do jogo, embora seja uma mistura de praticamente todos os jogos. Foi bom ver o filme e me lembrar de pedaços do jogo, que eu jogava sozinho de madrugada. Medo não é a palavra adequada para o que eu sentia nessas horas. Certa vez, a minha personagem passava por um corredor estreito, quando de repente as janelas estouram e de lá saem 5 zumbis pulando e rosnando em cima da mulher lá do jogo. Nessa hora, eu pulei da cadeira e deixei o controle cair no chão.

A mulherzinha morreu, claro, e eu quase perdi a respiração.

Ô jogo legal.
Pena que meu playstation esteja bichado.

Já vi que o censo vai ser um fracasso.

Censo de natal

Vou fazer um censo aqui.
Quem entrar hoje, dia de natal, comente nesse post. Com nome, idade e em que cidade mora.

Me façam esse favor.
Obrigado.

24 dezembro 2002

"Entregue-a para mim, lorde Derfel, ou então vocês sofrerão a mais lenta das mortes. Tenho homens que podem tirar a pele de uma pessoa centímetro a centímetro, até que não passe de uma coisa em carne viva e sangue, e mesmo assim ela consegue ficar de pé. Consegue até andar! Eu já sufoquei homens eu seu próprio excremento, lorde Derfel, esmaguei-os embaixo de pedras, queimei, enterrei vivos, coloquei víboras em sua cama, afoguei, matei de fome e até de pavor. São tantos modos interessantes! Mas simplesmente me dê a princesa Ceinwyn, lorde Derfel, e lhe prometo uma morte tão rápida quanto a queda de uma estrela brilhante."
(O Inimigo de Deus - Bernard Cornwell)

Esse livro é demais.

Imagine se todos errassem o dia do teu aniversário, dizendo que ele é alguns meses antes, comemorassem sem te chamar e em vez de dar presente para você, eles distribuiriam entre eles mesmos, dizendo que estão fazendo isso por amor a você.

É natal pessoal.

Alugamos A Máquina do Tempo para ver aqui em casa nesta véspera de natal tediosa. Eu vi esse filme no cinema e eu até tinha gostado, meus amigos odiaram. Também, é pedir demais achar um filme de uma hora e meia bom, ainda mais uma obra clássica como essa. Quando eu vi no cinema no início do ano, nem me toquei que era a adaptação do livro do H. G. Wells, não prestei atenção nos créditos iniciais. Só lembrando, o diretor do filme (Simon Wells) é bisneto do H. G. Wells. Se eu tivesse me tocado, eu ia achar o filme horrível.

Vendo pela segunda vez, percebi que ele é um filme bem fraquinho, a história não acompanha o filme. As coisas se passam muito rápido e a história adquire um aspecto muito superficial. Não li o livro do Wells, pretendo ler, mas duvido que este problema exista na obra. Para variar o filme é apenas uma desculpa esfarrapada para mostrar a capacidade dos estúdios de efeitos especiais. O A Máquina do Tempo de 1960 não devia ter tomadas tão impressionantes de efeitos especiais.

Isto me fez pensar nesses remakes que andam surgindo, tipo Planeta dos Macacos. São só desculpas para o uso de efeitos especiais que não poderiam ser usados na época. Será que daqui a 50 anos farão um remake de Matrix ou Star Wars?

Do quarto à cozinha

-- Droga! Que fome.
-- Tenho que terminar esse capitulo, depois vou na cozinha.
-- É, boto fé.
-- Pronto. Terminei.
-- O que será que tem para comer?
-- Biscoito, será?
-- Biscoito com recheio de chocolate ia ser bom.
-- A geladeira é a melhor parte da casa.
-- Todos abrem e fecham a geladeira pelo menos umas 10 no dia.
-- É... ela é o símbolo da modernidade.
-- Não tem biscoito de chocolate.
-- Tem um iogurte light, daqueles bem amargos.
-- Serve.

A mãe aparece na cozinha:

-- Filho, você tava falando sozinho de novo?
-- Que é isso mãe. Té parece.

No quarto:

-- Ela não tem mais o que fazer não?
-- Acho que não hein.
-- É... recesso de natal é uma merda.
-- É mesmo...

You're the focus the beam
You're realities dream
You're the blue in my black
You're the wind at my back

You're the wish that I make
You're the prize I might take
You're the dream that's a fact
You're the wind at my back

You're the flow that I feel
The illusion so real
You're the ocean the tide
You're the door open wide

And my soul has been kissed
Just because you exist
You're the blue in my black
You're the wind at my back

(Spock's Beard - Wind at my Back)

23 dezembro 2002

Enquanto isso, no mIRC...

[00:53] < jbsNETO_de_ferias> mas dar pra cossar (sic) pelo menos o saco esquerdo
[00:54] < jbsNETO_de_ferias> rssss
[00:54] < Tonevaar> oxe?
[00:54] < Tonevaar> tu tem 2 sacos?

* * *

Agradeçam ao Tonho pela grande tirada.

Recebi isso por e-mail, achei interessante.

* * *

Estão avacalhando com a velha macega¹.

Ontem, ao fazer compras no supermercado, fiquei estupefato com a variedade da linha de papéis higiênicos Neve, aquele mesmo que era anunciado antigamente pelo mordomo Alfredo.

Segundo seu fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado às classes A e B. Só se for B de bicha, pela quantidade de frescuras, como o Neve Ultra, que já vem com alguns opcionais: relevo de flores, perfume e uma microtextura, que segundo o texto da embalagem, proporciona a seus felizes usuários a "suavidade de uma pétala de rosa".

Perguntar não ofende: alguém já limpou a bunda com uma pétala de rosa? Ainda se fosse uma maceguinha...

Depois, tem o Ultra Soft Color (mais caro e mais metido a besta): laranja e vem com extrato de pêssego. Como se o cu da gente enxergasse a cor e sentisse o cheiro... Mas demais mesmo é o Neve Ultra Protection, o top de linha. Este Rolls Royce dos papéis higiênicos, além de conter óleo de amêndoas ("garante maciez superior e um cuidado maior com a sua pele") em sua delicada fórmula, vem com Vitamina E (!!!).

Esse negócio de cagar e sair com o cu vitaminado é coisa de fresco.

1. Macega: erva daninha que aparece nas searas;

Tédio...

Esse recesso de natal e ano novo veio em boa hora.

Ainda acho esquisito o fato de ficar em casa fazendo praticamente nada, parece até os meus mórbidos finais de semana. É isso que parece, vários finais de semana seguidos. Pelo menos nesse recesso eu tenho que terminar algumas coisas, por exemplo: terminar o O Inimigo de Deus; estudar para algumas matérias, cujas provas ocorrerão imediatamento após o recesso e pensar no meu seminário de sociologia.

* * *

Acabei de reler esse post, para verificação ortográfica, e fiquei pensando na palavra "esquisita". Ela é esquisita, como o significado da palavra. Certa vez eu li uma coluna do Luís Fernando Veríssimo que falava da palavra "esdrúxula", dizendo que ela era uma palavra esdrúxula.

Tem certas palavras que são horríveis. Exemplo? Que tal "poltrona"? Horrível! Palavra bonita é "bicicleta", são três radicais em uma palavra só. Bi (duas), ciclo (roda) e eta (sulfixo diminutivo).

Sensacional.

Eu mudei o sistema de comentários, mas ele não está funcionando por enquanto, não sei porquê.

Atualização
Os comentários estão funcionando de novo. Os comentários do Yaccs estão no meu registro lá, portanto todos os comentários feitos antes das mudanças foram lidos.

Mudei porque eu não aguentava mais os problemas do sistema antigo, que ficava horas e horas fora do ar.

21 dezembro 2002

O livro O Inimigo de Deus é muito bom.
Estou na metade, quando eu terminar, eu falo algo sobre ele.

Cartas ao Papai Noel

Querido Papai Noel,

Eu queria dizer que o senhor é uma bicha. Onde está minha câmera digital que eu pedi ano passado? Eu tenho sido um bom garoto, na medida do possível claro, e nada dos presentes chegarem aqui em casa. Estou começando a achar que você não existe, que você é criação de empresas que exploram a sua imagem, como um amigo meu me disse.

Esta é a ultima chance que eu vou dar a você. Eu quero a minha câmera digital, se eu não recebê-la esse ano, nunca mais envio uma carta para o senhor e nem mais acreditarei na sua existência.

Indignado,
Joãozinho.

* * *


Joãozinho,

Eu não ligo para os seus sentimentos e não quero saber se você acredita em mim ou não. Quanto a sua câmera, você acha o quê? Que meus duendes fazem os presentes? Eles só servem para limpar minha enorme casa (paga pela coca-cola company, claro). Quem compra os presentes sou eu e como seu país, o Brasil, está em enfrentando uma crise imaginada pelo mercado, nada posso fazer por você, nem por ninguém no seu país.

Abraços,
Papai Noel.

Outra carta da Dorinha
Por Luís Fernando Veríssimo

Recebo outra carta da ravissante Dora Avante. Dorinha, como se sabe, já estava dentro do avião para Miami quando os alto-falantes anunciaram que o presidente do Banco Central seria o Meirelles, e metade dos passageiros desembarcou, entre expressões de alívio e gritos de "É seguro", "Nada mudou, gente" e "Que susto!" Dorinha só vai desfazer suas malas quando conhecer todo o Ministério, mas está otimista com o novo governo. Tanto que ela, Tatiana ("Tati") Bitati e as outras componentes do grupo de pressão "Socialaites Socialistas", que sempre sustentaram que o único socialismo viável no Brasil é o da boca para fora, preparam-se para comparecer à posse em Brasília e saudar a vitória da sua tese. Irão numa caravana que... Mas deixemos que a própria Dorinha nos conte.

"Caríssimo! Beijos triunfais! Quem poderia sonhar que um dia o ideal pelo qual nós lutamos todos estes anos, muitas vezes enfrentando a incompreensão, o escárnio e o corte de mesada de maridos insensíveis, chegaria ao poder? Agora temos a chance de mostrar o que pode na prática o socialismo só da boca para fora, e não pretendemos perder esta oportunidade histórica, mesmo sentidas com o inexplicável veto ao nome da Narcisa para o Ministério da Cultura. (Não sei se o Gil tem o mesmo estofo.) Claro que não perderíamos esta festa. Estaremos em Brasília, com ou sem convite, acampadas na Praça dos Três Poderes, numa tenda decorada pelo Syg, só faltando resolver a questão da eliminação dos canapês e a refrigeração dos dejetos. Ou será o contrário? Anfã, quem tem cabeça nestes dias inacreditáveis? Todas as manhãs ao acordar peço ao meu atual marido, cujo nome me escapa no momento, ou a quem estiver no seu lugar, que me belisque para eu saber que é verdade. Porque este é o Brasil dos nossos sonhos. Não existe mais a ameaça de a esquerda chegar ao poder porque ela foi posta num lugar onde não ameaça mais -- o poder. E imaginar que eu quase fugi do país, pensando que nós tivéssemos perdido as eleições! Vá confiar nos jornais. Da tua eufórica Dorinha."

* * *

E agora Lula?

20 dezembro 2002

Tem dias que dá vontade de largar tudo.

Não ligar para nada, quebrar coisas sem se preocupar, gritar sem ninguém pedir silêncio, jogar o que você precisa (mas não gosta) fora, falar coisas sem sentido, falar coisas que você sente sem que ninguém perceba e até chorar, porque não?

Eu sempre chego na hora errada.

Cartas ao Papai Noel

Kerido Papai Noéu:

Eu qeuria ganhá um joginho espasiáu de prezente de natáu...
Tenho cido um boum minino neste ano.

Ti adoro,
Marco.

* * *

Querido Marco:

Sua ortografia é excelente!!!! Parece um índio escrevendo...
Definitivamente terá uma brilhante carreira na vida...

Como auxiliar de pedreiro!!!

Tem certeza que você não prefere um livro de português?
Quanto ao joguinho espacial, darei ao seu irmão, pelo menos ele sabe escrever!!!

Um abraço,
Papai Noel

19 dezembro 2002

Postar em verso não é um bom sinal.

Odeio isso.
Nem odeio não.
Odeio é outra coisa.
Odeio é não saber.
Não saber o que se passa na cabeça dela.
Sobre mim, claro.
Sobre outras coisas, eu sei.
Eu acho.
Calarei,
Cansei de postar em verso.

Eu devo estar apaixonado, não é possível.

Neste momento, três palavras, que saídas da boca de uma certa pessoa, me faria muito feliz:
"Sim, eu quero"

Tentei colocar Strange Dejà Vu como toque no meu celular, mas não deu muito certo não. Ficou feio, agudo demais.

O agravante é que meu celular não tem aquele esquema de receber as mensagens para por musicas felizes como toques para celular, aqui eu tenho é que compor mesmo. Tem uma partitura na tela do celular e você tem que colocar nota por nota. É uma dificuldade sem tamanho.

18 dezembro 2002

Outra coisa que me irrita é idoso pagando conta em caixa de banco.

Meu celular é de preibói, um Samsung Luminix Easy.

Eu acho que isso foi um presente de Natal da minha mãe, já que ela disse: "você é um bom filho, você merece". Foram essas as palavras da minha mãe, sem tirar nem por. A minha campanha de natal só vale para mim, se alguém quiser me dar alguma coisa eu não rejeito não. Eu presentear alguém, é outra história, mesmo assim, acho que eu vou dar um presente só para uma pessoa.

Voltando ao celular, eu nunca gostei muito deles não. Meus pais o usam como coleira, para saber onde eu estou e o que estou fazendo, isso já é um ponto a menos. Outra coisa que me faz odiar celular é quando o usam na rua, andam devagar, ziguezagueando e esbarrando nos seres vivos mais próximos. No trânsito é outra desgraça, só causa acidente essa porcaria. Em restaurantes, sempre tem algum indivíduo testando os toques bizarros de seu celular, na sala de aula ele sempre toca. E por aí vai...

No dia que os seres humanos aprenderam a usar o celular de forma mais civilizada, o mundo será um lugar melhor para se viver.

Eu sei usar celular, e você?
Hmm, bom título de campanha.

O lobo mau intergalático caça os porquinhos em sua nave de ultima geração.

17 dezembro 2002

O Pedro conseguiu me convencer com esse post.

Canalha, odeio ser convencido de algo...

Acabei comprando o Samsung mesmo.

16 dezembro 2002

Eu tenho algo para dizer?
Não! Então vou descrever a mesa onde meu computador fica!

É uma mesa branca, daquelas que se vê em qualquer escritório por aí. A bagunça é geral aqui, não dá para organizar esse tipo de lugar, é uma bagunça organizada entende? Eu sei onde está tudo, mesmo que quem de fora olhe acho isso tudo um caos de papel e canetas. A mesa é grande, o monitor fica na minha diagonal esquerda para que o teclado fique com mais espaço.

As caixas de som ficam na minha frente, entre elas está um porta-lápis da falida Transbrasil. Minha impressora fica a direita de quem digita, ela não imprime direito, é uma bosta de impressora. Junto dela é o lugar preferido dos papéis e dos jornais velhos. Neste lado também ficam as gavetas, nunca ousei abri-las para procurar algo. O CPU fica embaixo da mesa, a minha esquerda e em cima do CPU está o meu modem da adsl.

Calendários, papéis e canetas, um cofrinho, cds, correspondências, cola: tudo fica aqui em cima. Claro, o mais importante, meu baralho. Eu tenho uma mania compulsiva de embaralhar, em todo instante que eu fico aqui na frente do computador eu embaralho. Por isso ele é essencial na minha mesa do computador.

É, acho que é só isso.

Até mais.

Eu estava vendo Matrix de novo e percebi um ponto de vista que o Pedro havia me falando um dia desses. O Morpheus e cia são todos malvadões! Sim! Eles são maus. Mocinhos coisa nenhuma!

Eles retiram pessoas de uma vida de sonhos, para mostrar-lhes um mundo desgraçado, onde as pessoas são caçadas por máquinas. Que tipo de héroi é esse? Embora eu não concorde com este ponto de vista, eu o acho bastante razoável. As pessoas nunca iriam saber que são cultivadas por máquinas se não fosse a galerinha do Morpheus.

Eu não concordo porque as pessoas que são retiradas da Matrix, queriam ser retiradas, com algumas exceções como o Cypher. Existem pessoas no mundo real e elas precisam lutar de alguma forma contra o mal que os aflinge. Se isso quer dizer acordar pessoas de suas vidas de sonhos, então que seja.

O mal maior tem que ser controlado, dane-se os sonhos e a vida perfeita.

15 dezembro 2002

Pois é, vou ganhar um celular novo.

Eu nem estava precisando não, mas o meu celular está meio acabado, combina comigo. O pessoal aqui de casa resolveu me dar um celular novo de presente de natal (sim, hipócrita eu sou), a campanha é só para mim nessa casa, se eles quiserem comprar alguma coisa para mim, eu não reclamo. Porém, nada eles receberão de mim, além do meu amor incondicional por eles.

Por isso a pergunta abaixo. Qual é melhor? O Samsung ou o Nokia?

Aí, Samsung Easy ou Nokia 8265?

Mentira.

Eu só fiquei fora de casa por 3 dias.

Morri e voltei.
Mais poderoso do que nunca.

12 dezembro 2002

Notem a simplicidade e elegância do coro da letra de One do Foo Fighters abaixo.

You're the only one who can make me feel like shit.

Sensacional.

Everyone makes one mistake
One more time for old time's sake
One more time before the feeling fades
One that's born of memories
One more bruise you gave to me
One more test just how much can I take

You're not the one,
but you're the only one
who can make me feel like this
You're not the one,
but you're the only one
who can make me feel like shit

Something never meant to be
Everything you meant to me
Wake me when this punishment is done
Those who try and get away
From the one who gets away
Someone's always someone else's one

You're not the one
but you're the only one
who can make me feel like this
You're not the one
but you're the only one
who can make me feel like shit (...x2)

Until the end of time
In another life
Until the day I die
Just save it up for one more try
Save it for the next goodbye

We go on again off again on again off

You're not the one
but you're the only one
who can make me feel like this
You're not the one
but you're the only one
who can make me feel like shit (...x3)

(Foo Fighters - One)

Eita...
Deu certo!!!
Valeu Pedro!

Sensação de dia jogado fora.

11 dezembro 2002

Error 503: Unable to load template file. We're working on this. Please try back later.[more info]

Esse Blogger está uma merda.

Eu lembro do primeiro erro que ele deu. Era um tal de "java.null", algo assim. Por causa deste, eu acabei deletando esse blog e fazendo outro, com o mesmo endereço. Era o meu primórdio bloguístico, naquela época eu podia mandar tudo para as favas, não tinha nada decente escrito mesmo. Sem contar o meu total desleixo em relação a esse blog, só para vocês terem uma idéia: esse blog se chamava "a coisa mais inútil da terra". A grande maioria dos blogs que eu tinha como referência eram os pessoais, os chamados "diarinhos". Eu detestava e fiz um só para esculhambar.

Pois é, nove meses se passaram. O erro 503 me persegue. Já não é mais ocasional, é permanente! Toda vez que eu vou publicar ele dá este erro, é uma merda. Às vezes dá vontade de mandar tudo pro saco e me mudar daqui, mas os outros sistemas estão quase a mesma coisa e tem textos aqui que eu gostaria de levar comigo. Fazer a mudança ia dar muito trabalho e eu sou preguiçoso.

Vou fechar este post com a certeza de que a mensagem do erro 503 irá aparecer.

Vou lançar outra campanha:

BLOGGER! Publica caralho!!!

É natal, é natal!
Mas o leiaute fica igual...

A voz do povo é a voz de Deus.
O que eu posso fazer?

Satisfeitos?

10 dezembro 2002

Blogger de merda!

Junte-se a nós.
Participe da campanha:

Foda-se o Natal, eu estou sem grana!

Eu sou um universitário desempregado e sustentado pelos pais.

O que mais eu poderia fazer?
Sem natal esse ano.

Essa época é foda.
Eu tenho que dar dois presentes para a maioria das pessoas que eu conheço. Sem precisar me esforçar, lembro de cinco pessoas que fazem aniversário nesta época de festividades. Sem contar que estamos em recessão, restrição orçamentária mesmo, todo dinheiro que eu recebo vai para alimentação, transporte ou xerox para estudo.

É por isso que eu evito participar de "amigos-ocultos". Se eu quiser dar presente, eu dou. Se você receber um presente de mim, saiba que você merece, mas se eu não der, não ligue, eu devo ter ficado sem dinheiro antes de comprar o seu. É o que, provavelmente, vai acontecer esse ano.

Sem dinheiro, sem natal. É a vida...

Pelo visto, a versão natalina não foi bem aceita.
Vou esperar um pouco. Se 10 pessoas se manifestarem contra e ameaçarem a minha integridade física, eu voltarei a versão original.
Ou não...

09 dezembro 2002

Enquanto isso, no mIRC...

[21:57] < @Nitz> gente
[21:57] < @Nitz> xaus
[21:57] < @Nitz> :)
[21:57] ×fT× Quits: Nitz (Quit: "Ontem tinha dúvidas... hj, nao sei!" Provérbio do signo de Peixes (a proposito, o meu :P ) [www.fullt.cjb.net])
[21:57] ×fT× Entrando: Nitz (Jujuba@MWBtbFd7k5o.200.175.187.O)
[21:57] < Nitz> nao gostei do quit
[21:57] < +MACH_5> huauhauhahu
[21:57] < @Thomas_Anderson> [Nitz]: ahuehaeuaehu
[21:57] < +MACH_5> [Nitz]: fala serio
[21:57] < @Thomas_Anderson> [Nitz]: escreve um então
[21:57] < Nitz> enjoei ja
[21:57] < Nitz> (Thomas_Anderson): mas é q eu coloquei uns novos, e quero q saia um dos novos :P
[21:58] < @Thomas_Anderson> [Nitz]: hmmm
[21:58] < @Thomas_Anderson> [Nitz]: =D
[22:02] ×fT× Quits: Nitz (Quit: "O açúcar é doce, o sal é salgado..." [www.fullt.cjb.net])
[22:02] < @Thomas_Anderson> ?
[22:02] < @EUsouAmoscaQuePousouNaSuaSopa> ¬¬
[22:02] < @Thomas_Anderson> hahahahahah
[22:02] < +Quero_uma_Apollyonete> uau
[22:02] < @EUsouAmoscaQuePousouNaSuaSopa> isso tudo pra isso?

* * *

Engraçado.
Pelo menos eu achei.

E viva a visão estereotipada do natal!

Aaah tá...
Beleza então.

hmm?



Chegou!

08 dezembro 2002

O que há agora é Uma Família da Pesada.

O capítulo dos Simpsons no Rio passou hoje.

Odiei. Só do programa infantil que eu achei graça.

E aquele texto medíocre da FOX antes do programa?

Foi-se o tempo em que aquilo era engraçado.

07 dezembro 2002

Enquanto isso, no mIRC...

[18:36] < DaDanizinha> oioi
[18:36] < DaDanizinha> qtos anos?
[18:36] < Wookie> 48
[18:36] < Wookie> e vc?
[18:36] < DaDanizinha> po, to falando sério
[18:36] < DaDanizinha> =/
[18:36] < Wookie> eu tb
[18:37] < Wookie> tenho 48 anos
[18:37] < Wookie> tô aqui só pra ver que meu filho faz na internet
[18:37] < Wookie> o dia todo
[18:37] < Wookie> aquele vagabundo
[18:37] < DaDanizinha> eaiuheaiuae

06 dezembro 2002

Ninguém quer me dar uma câmera digital de presente não?

Meu aniversário é em fevereiro, pode ir juntando dinheiro aí, fazer uma vaquinha, tudo para alimentar meu desejo capitalista. Façam um pobre indivíduo feliz!

Rá!
Acabou de passar Bruce Dickinson, Rush e Metallica seguidos no Control Freak na MTV.

Um clipe do Rush não é coisa que se vê todo dia. Tá certo que o clipe de Big Money é ruim bagaray, fruto dos anos 80, mas pelo menos dá para fechar os olhos e ouvir Rush

Beleza, eu paro aqui...

Rá!
Comprei o DVD do filme Matrix por 21,90 no site do submarino.

Feliz estou.

Atualização
Se você tiver mastercard (espero ganhar alguma coisa com este tipo de propaganda barata), não paga frete.

05 dezembro 2002

Se você digitar "a merda do capitalismo" no buscador terra, o primeiro resultado é o meu blog.

É isso, fora porcos capitalistas!

04 dezembro 2002

Conversar com pessoas de idade é legal.

Quando eu venho a pé do ponto de ônibus, de vez em quando, eu encontro o Mesquita. Um cara gente boa bagaray, formado em direito e em administração. Além de tudo o velho é inteligente demais. Ele costumava dar carona para mim quando eu estava na sétima série, já que somos vizinhos e seu filho estudava no mesmo lugar que eu.

Oito anos depois, o velho Mesquita está aposentado, curtindo a vida que ele batalhou para sustentar. Ele teve alguns problemas de saúde, um câncer na coluna, mas já tiraram o tumor, parece que está tudo bem com ele agora.

Hoje eu passei na frente da casa dele e lá estava ele, vigiando o trabalho do jardineiro. Ele pára e me pergunta:

-- Opa Samuel! Você que é agronômo, fala se isso está bem feito.

Eu falo que está. O jardineiro parecia saber o que fazia. A partir de então, ele começa a falar sobre a situação do País. Fala de quanto o meu curso é bonito, a importância dele. Ele fala da minha importância para mudar o mundo. Ele diz que nós temos que batalhar para conseguir tirar essa "corja de sacanas" do poder. Ele me elogia e fala que eu sou privilegiado, que eu estou em uma das melhores universidades do Brasil e que eu tenho que valorizar isso.

Ele falou sobre valorizar o que os pais ensinam. Ele cita acontecimentos de sua casa, de como ele educa seu filho e como a vida de um jovem é desperdiçada hoje em dia. Seu filho deve ficar o dia todo vendo televisão, o pobre Mesquita não deve gostar nem um pouco disso. Ele tenta fazer que seu filho leia, muito bom isso.

Depois desta conversa, eu fiquei pensando como meu pai conseguia se sustentar na minha idade. Como meu pai conseguiu sair do interior na Bahia, arrajar um emprego bom em Brasília e sustentar uma família? Será que, se fosse eu, eu conseguiria? Eu acho que não. É nessa hora que eu vejo que eu não estou preparado para nada. Não tenho capacidade para fazer o mesmo que o meu pai fez.

É triste, mas é verdade.

"Do they speak english in What?"

Os homens desejam as mulheres que não existem
Por Arnaldo Jabor

Está na moda -- muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler.

Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...). Talvez esse artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil: já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus. O que falta? Órgãos internos?

Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham...eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..."

Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem.

Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem.

A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele.

Mas o que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas ferraris, armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens?

Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: ?Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela??. Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..."

Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação.

A dificuldade de realizar esse sonho masculino é que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia -- foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na "Casa dos Artistas", limpando tudo numa faxina compulsiva.

Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real.

Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas "relax for men", essa réplica moderna dos haréns arabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation". Esta é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade.

A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionados numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século XXI? Será que fui apenas barrado do baile?

* * *

O Jabor tirou as palavras da minha boca, tive que postar.

03 dezembro 2002

Popups me deixam puto.

Popups que aparecem sem eu estar acessando site nenhum me deixam mais puto ainda. Do nada aparece umas janelas malditas com propagandas de coisas diversas. Aí, que merda, de novo, abriu mais um. Rá! Esse é do tipo irônico. Sabe o que está escrito?

Isso:

Stop the Popups.

rátumanucu

Se sentir culpado por não ter estudado suficiente é palha.

Isso não acontecia até o semestre passado. Fiquei traumatizado com as minhas notas baixas, deve ser isso. Droga, eu poderia ter desenvolvido outro tipo de trauma. Sei lá, eu poderia ficar revoltado com tudo e largar o curso. Mas eu nem tenho saco para mudar de curso não, estou na metade, agora já é tarde. Sem contar que nem é tão ruim, só algumas matérias enchem o saco, o resto eu gosto ou aguento.

A minha culpa que me desculpe, mas eu parei de estudar por hoje. Vou me estressar não, vou dormir, estou bizarramente sonolento. Dormirei feito um bebê, se a culpa por não ter estudar suficiente deixar.

02 dezembro 2002

Postei isso só para dizer que eu postei alguma coisa hoje.
Agora a minha cama me espera.
Ela diz:

-- Vem gatão!

Quem sou eu para dizer não?

Queria ter 15 anos de novo

Caracas!
O Cartoon Network começou a passar o Dragon Ball GT!
Aê! Demorou! Esperava por isso há tempos!

Só que agora eu não posso ver, porque eu sou grande e estou na universidade. Estudo o dia todo e chego tarde em casa. Não é mais como no segundo grau, quando eu passava todas as tardes coçando e vendo supernova na MTV (quanto tinha o Mion e a Didi juntos).

Que droga, não vou poder acompanhar a série. Estou puto.

01 dezembro 2002

A arte da má notícia
Por Luís Fernando Veríssimo

Do baú. Existe uma velha parábola chinesa sobre a má notícia. Existem velhas parábolas chinesas sobre tudo, e as que não existem a gente inventa. Contam que um sábio caminhava por uma estrada trocando idéias com as pedras e chutando as que não concordavam com ele, quando encontrou um mensageiro sentado à beira do caminho. O mensageiro chorava e se lamentava e o sábio perguntou por quê.

-- Estou desgraçado -- disse o mensageiro. -- Tenho que levar a um senhor da guerra, que está na guerra, a notícia de que sua casa pegou fogo e toda a sua família morreu. Depois veio um dilúvio que apagou o fogo mas arrasou as suas plantações e matou todos os seus animais, menos um ganso. De todas as coisas e de todos os seres vivos na propriedade do senhor da guerra, só sobrou um ganso. Quando ouvir a notícia, o senhor da guerra mandará me degolar. Pois de todos os responsáveis por uma má notícia, o mensageiro é quem sempre paga primeiro, porque é o que está mais à mão.

O sábio então sentou-se ao lado do mensageiro, disposto a dar-lhe uma lição sobre os usos da narrativa elíptica, da parábola e do enfoque não convencional -- enfim, da literatura -- no ofício de dar mensagens.

-- Não dê a notícia diretamente -- instruiu o sábio. -- Uma notícia não passa da descrição de fatos, e não existe nada mais aborrecido e sem sentido do que fatos. Fatos são como as pedras do caminho. Sozinhas, elas não servem para nada. Só servem para darmos topadas, ou atirarmos nos outros e nos seus cachorros. Dar uma notícia como esta, usando só os fatos, seria como atirar pedras sobre a cabeça do general. Você mereceria ser degolado. Mas uma pedra polida pode ser uma jóia. Uma pedra esculpida pode ser uma obra de arte. E uma coleção de pedras bem montadas pode ser um castelo. Não atire as pedras no general. Ofereça-lhe um castelo de pedras.

-- Mas como é que eu faço isso?

-- Invente uma história. Uma história com um final feliz.

-- Mas como eu posso inventar uma história com final feliz sobre um incêndio que destruiu a casa e matou toda a família do senhor da guerra, e de um dilúvio que apagou o fogo mas destruiu as suas plantações e matou todos os seus animais, menos um ganso?

-- Comece assim: "Era uma vez um ganso que queria ficar sozinho..."

Há quem date daí o nascimento das Relações Públicas.

* * *

Genial.

discurso para formatura da pré escola

Cada vez mais, as pessoas buscam o máximo de conforto e ócio possível! Eu fico de cara com isso. Existem pessoas iludidas ao ponto de colocar coisas tão específicas em um site de busca e achar que vai conseguir algo com isso.

Toma vergonha e faz o seu discurso porra!